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1. [...] Lembro-me de que uma vez ele apontou para o céu
2. e disse: 'olha'. Eu olhei. Era um bando de pombos, e nós
3. ficamos muito tempo olhando. Depois ele voltou-se para
4. mim e sorriu. Mas não disse nada. Outra vez, eu corri
5. até o fim da praça e lá de longe olhei para trás. Nessa
6. hora uma faísca riscou o céu. O dia estava escuro e uma
7. ventania agitava as palmeiras. Ele estava sozinho no
8. meio da praça com os braços atrás e a cabeça branca
9. erguida contra o céu. Então pensei que meu avô era
10. maior que a tempestade. Eu era pequeno, mas sabia
11. que ele tinha vivido e sofrido muita coisa. Sabia que ele
12. tinha visto mais de um filho morrer. Que tinha sido
13. pobre e depois rico e depois pobre de novo. Que
14. durante sua vida uma porção de gente o havia traído e
15. ofendido e logrado. Mas ele nunca falava disso. Nunca
16. o vi queixar-se de qualquer coisa. Também nunca o vi
17. falar mal de alguém. As pessoas diziam que ele era um
18. velho muito distinto. [...]
Fonte: VILELA, Luiz. Tarde da noite. 6. Ed. São Paulo: Ática, 2000.
No texto, um neto fala de seu avô, a figura adulta a quem ele e outras pessoas admiram. Nas linhas 9 e 10, o neto chega a dizer o quanto vê no avô alguém MAIOR QUE A TEMPESTADE. Com isso, o neto só NÃO quer fazer menção ao fato de o avô ter:
A) visto uma faísca riscando o céu
B) visto um filho morrer
C) sofrido muita coisa
D) sido pobre e depois rico e depois pobre de novo
E) sido traído e ofendido por muita gente
Sagot :
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