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Gustavo pegou dela precipitadamente, e olhou desconfiado para o amigo. Esse olhar foi para Honório como um golpe de estilete; depois de tanta luta com a necessidade, era um triste prêmio. Sorriu amargamente; e, como o outro lhe perguntasse onde a achara, deu-lhe as explicações precisas.

— Mas conheceste-a?

— Não; achei os teus bilhetes de visita.

Honório deu duas voltas, e foi mudar de toilette para o jantar. Então Gustavo sacou novamente a carteira, abriu-a, foi a um dos bolsos, tirou um dos bilhetinhos, que o outro não quis abrir nem ler, e estendeu-o a D. Amélia, que, ansiosa e trêmula, rasgou-o em trinta mil pedaços: era um bilhetinho de amor.

ASSIS, Machado. A carteira. Disponível em: . Acesso em: 23 abr. 2024. Fragmento.



Na obra A Carteira, de Machado de Assis, do ponto de vista de Honório, Gustavo o olhou desconfiado porque

pretendia receber algum prêmio por ter encontrado a carteira.
teve certeza de que Honório havia lido o bilhete de D. Amélia.
pareceu desconfiar de Honório por ele estar com a carteira.
estava preocupado se ele havia perdido a carteira.