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Sagot :
Partindo do pressuposto que radical seja algo de profunda mudança, poderíamos fazer uma certa comparação com a filosofia. Por que a não cabe à filosofia, o termo "brusco"? Se pensarmos nesse sentido, a atitude filosófica requer um pensar diferente, um olhar diferente, uma visão diferente sobre a vida e o mundo. Quando deixamos de lado todo aquele "conhecimento" sem questionamento e radicalizamos, no sentido de mudarmos profundamente um paradigma que , até então, temos da vida, então estamos sendo radical. Perceba-se, porém, que não no sentido de brusco, violento. Pensar ou questionar, ainda que seja radical, não é brusco, faz parte do homem a arte de pensar. Pensar e questionar no senso comum, tem-se a impressão que brusco é violento, como se, a filosofia fosse algo imposto violentamente a nós. A razão sendo parte do homem, não é simplesmente dada a nós de forma violenta ( ou brusca), mas pertence a nós, podemos fazer uso dela ou não. Portanto pensar, questionar e refletir, embora devesse ser praticada por todos, nem todos praticam e, muitas vezes, quando começam a praticar, tem-se a impressão de "brusca" pela forma radical que é. Penso assim...
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