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De repente umas vozes na rua

me gritaram Negra!

Negra! Negra! Negra! Negra! Negra! Negra! Negra!

“Por acaso sou negra?” – me disse

SIM!

“Que coisa é ser negra?”

Negra!

E eu não sabia a triste verdade que aquilo escondia.

Negra!

E me senti negra,

Negra!

Como eles diziam

Negra!

E retrocedi

Negra!

Como eles queriam


[...]

De hoje em diante não quero

alisar meu cabelo

Não quero

E vou rir daqueles,

que por evitar – segundo eles –

que por evitar-nos algum dissabor

Chamam aos negros de gente de cor

E de que cor!


NEGRA

E como soa lindo!

NEGRO

E que ritmo tem!

Negro Negro Negro Negro

Negro Negro Negro Negro

Negro Negro Negro Negro

Negro Negro Negro




​No poema Gritaram-me Negra, da artista Victoria Santa Cruz, observamos o eu lírico passar por um processo de transformação. Em um primeiro momento, há o sofrimento pela discrimação sofrida, haja vista o padrão estético hegemônico, porém, na sequência, observamos que há a reafirmação de sua identidade enquanto pessoa negra e a valorização de sua beleza. Tendo em vista essa temática, assinale a opção que apresenta as correntes críticas mais adequadas para o estudo do poema apresentado.

Alternativas
Alternativa 1:
Crítica pós-colonial e crítica feminista, abordando as consequências do racismo e resistência.

Alternativa 2:
Literatura indígena e crítica sociológica, explorando as origens do povo brasileiro.

Alternativa 3:
Crítica feminista e crítica sociológica, investigando a dominação masculina.

Alternativa 4:
Literatura indígena e Estudos queer, refletindo sobre questões de gênero.

Alternativa 5:
Crítica feminista e Crítica sociológica, verificando a relação entre texto e contexto.